Radiodifusores discutem estratégias de valorização do rádio no Fala Nordeste!
09/12/2009

A comunicação como ferramenta de desenvolvimento dos negócios das rádios foi o tema abordado na palestra que iniciou os trabalhos na segunda tarde do V Fala Nordeste!, em 09/12. Ivan Feitosa, proprietário da rádio Liberdade (Caruaru – PE), demonstrou como os profissionais de rádio precisam evoluir no que diz respeito a sua postura comercial. “Somos muito bons para vender o produto dos outros, mas deixamos o nosso próprio produto de lado, e isso é o que prejudica o nosso negócio”.

O radialista frisou a importância da pesquisa e de investimentos em projetos comerciais para as emissoras. “É a maneira concreta de auferir e demonstrar o valor do nosso meio para os anunciantes”, afirmou, exemplificando com números do setor. “De cada mil domicílios brasileiros, 818 têm aparelhos de rádio, 800 de televisão, 166 possuem assinaturas de revistas e 46 de jornais”, apresentou. “Diante disso, não parece fazer sentido desvalorizar o rádio diante das outras mídias, e o empresário do setor precisa ter isso em mente”. Feitosa foi acompanhado por Beto Fagundes, diretor da Band Bahia, e Ney Bandeira, diretor da Aratu e presidente da ABMP, a Associação Baiana do Mercado Publicitário.

Na sequência, Paulo de Tácio, representante das Associações Estaduais de Radiodifusão, apresentou a CooperadioTV, cooperativa recém-criada com o objetivo de fortalecer e facilitar os negócios dos radiodifusores. A CooperadioTV, com sede em Brasília, já conta com 8 presidentes de associações estaduais envolvidos diretamente e é presidida por Marise Harteck, presidente da Associação de Emissoras de Rádio e TV de Santa Catarina. “O objetivo principal da Cooperativa é prestar serviço de intermédio de venda de publicidade para os cooperados, eliminando a figura do atravessador”, explicou Tácio. “Pela Cooperativa, o recurso oriundo da comissão retorna na forma de benefícios para os cooperados”. Outro intuito da CooperadioTV é incentivar e facilitar o acesso ao crédito para o radiodifusor. “Onde a Cooperativa está presente, há melhoria não apenas para as condições do negócio, mas na vida de todos os envolvidos”, completou Tácio.

 

 

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